Zé do Coco mata a sede das pessoas e alivia a dor dos cães

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Há seis anos, um grave acidente na rodovia Piaçaguera-Guarujá mudou a vida do fotógrafo José Luís Busato. Ele voltava do litoral, onde havia feito um ensaio fotográfico para a revista Arquitetura, quando um carro entrou na pista e colidiu com o veículo em que Busato estava. Por causa do choque, ele teve o intestino perfurado e sua sobrevivência surpreendeu a equipe médica. “Você deve ter uma missão na Terra”, disse um dos médicos. Seis anos depois, Busato não tem mais dúvida: “Minha missão é evitar que cães fiquem abandonados.” Sem condições de continuar fotografando para revistas, José Luís Busato começou a vender coco na praça Vinícius de Moraes e, por caso, passou a ajudar os cães deixados ali. Hoje, todos os frequentadores da praça conhecem Zé do Coco, como ele se tornou conhecido. Ou Zé do Cão, como ele se apresenta na caixa postal de seu celular. Como Zé do Coco, ele mata a sede de quem caminha ou corre na praça Vinícius de Moraes, no Morumbi. Além de Coco, Busato vende sorvete e agora açaí. Como Zé do Cão, ele doa os cachorros que são abandonados na praça. “Em seis anos, já foram mais de 300”, conta. Da antiga profissão, lhe sobrou uma máquina, que usa para fotografar cães. Por 30 reais a foto, ele garante uma bonita recordação a proprietários que querem manter seus animais de estimação bem perto de si. Quem encomenda a fotografia ajuda na manutenção dos cães abandonados. “Abandonar o cão é uma maldade, porque o animal sofre. Por isso, antes de comprar ou aceitar um cachorro, lembre-se de que ele vive quinze anos. Não compre por impulso”, afirma. Acima, uma das fotos de um cão do Morumbi tiradas por Zé do Coco.

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