A fotógrafra que fez a foto premiada de Paraisópolis (ver post abaixo) deu entrevista ao blog. Sílvia é fotógrafa e ativista pelos direitos dos animais -membro da Peta (People for Ethical Treatment of Animals) e da ONG Holocausto Animal de SP. “Tento de várias maneiras conscientizar as pessoas sobre a verdade a respeito dos abusos que bilhões, sim, bilhões de animais sofrem todo ano, em especial “contra o comércio de peles”, onde o Brasil ocupa vergonhosa posição de grande exportador de peles de chinchilas”, diz ela. Seguem suas respostas sobre a fotografia de Paraisópolis:
Blog – Por que você decidiu fotografar Paraisópolis?
Sílvia – Eu estava em uma sacada de um predio de um amigo e adorei a vista, portanto a fotografei.
Blog - A foto mostra luzes na favela e dá perspectiva de um local iluminado, à frente de uma cidade de grande prédios, mas opaca. Como você vê a foto? O que você quis comunicar com a foto? O resultado era aquele que você esperava?
Sílvia – Uma foto, é um registro de algo. Eu registrei o que vi e gostei. Reenquadrei a foto e usei filtro para dar o resultado que eu queria, mas nada além.Os prédios estão mais distantes e, por isso, menos ilumidados; era muito tarde da noite quando fiz a foto, além do que estava chovendo muito. Mas, de qualquer forma, meu foco era Paraisópolis.
Blog – Como você começou a se interessar por fotos? Esta foi classificada em algum concurso?
Sílvia - A foto ganhou um premio do governo de São Paulo, como algumas outras. Eu me interessei por fotos desde criança. Acho mágico poder congelar um momento do tempo para sempre.
Blog - Você é fotógrafa profissional ou tem outra atividade?
Sílvia – Sou fotografa profissional.
Blog - Você mora no Morumbi ou já morou?
Sílvia – Morei no Morumbi e estudei em 2 colegios ai..ao todo 5 anos vivendo nesta região.
Blog -Como você vê a favela? Na sua opinião, como deve ser a relação entre a favela é o Morumbi.
Sílvia – Faz muitos anos que não moro ai, mas sempre vi a avenida Giovanni como um problema, por causa do trânsito.
Sei que na favela moram muitos assaltantes, traficantes, assassinos, mas quis retratá-la para as muitas pessoas honestas e trabalhadoras que vivem aí. Conheci alguns que viram a foto e se orgulharam de morar aí. Me deixou feliz; senti que a retratei como eles a veem: como sua casa .


fevereiro 25th, 2010
Joaquim de Carvalho
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